XXVI Talhas

Portugal

Alentejo

Vila Alva

Ricardo Santos e Daniel Parreira

Fator XPTO: 2000 anos de história à sua mesa.

O projeto XXVI Talhas presta homenagem à tradição milenar da produção de vinho de talha.

Em Vila Alva, aldeia típica localizada no coração do Alentejo, há uma grande cultura e tradição de fabrico de vinho através deste método artesanal, introduzido pelos romanos há mais de dois mil anos. O “saber fazer” tem passado de geração em geração, o que permitiu que esta técnica de produção seja uma realidade nesta aldeia até aos dias de hoje.

Com a reativação da antiga Adega do Mestre Daniel procuramos preservar, estimular e promover este método de vinificação que, por vários motivos, tem vindo a diminuir nos últimos anos. É nesta adega, em Vila Alva, que produzimos o nosso vinho de talha segundo os métodos tradicionais.

Daniel António Tabaquinho dos Santos (1923-1985) para além de produzir vinho, utilizava também este local para trabalhar como carpinteiro e, por esse motivo, era conhecido localmente como o “Mestre Daniel”. Mestre Daniel produziu aqui vinho de talha durante cerca de 30 anos, seguindo a tradição familiar que herdou de seus pais e avós. Após a sua morte seguiram-se ainda alguns anos de produção. Contudo, em 1990, a adega encerrou atividade. Em 2018, após quase trinta anos de interregno, a adega volta a funcionar, retomando a tradição local e familiar de produção de vinho de talha.

Como é usual em Vila Alva, os recipientes utilizados para a vinificação são as talhas, descendentes das grandes vasilhas romanas, com capacidades que variam entre os 300 e 1300 litros. Na nossa adega temos 26 talhas: 22 são de barro, algumas datadas do séc. XIX, e 4 são de cimento armado que, apesar de mais recentes (década de 1930), foram fabricadas por “mestres vilalvenses”, motivo pelo qual também têm grande significado para nós.

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