Quinta da Carolina

Portugal

Douro

Adorigo

Luís Pedro Cândido da Silva

Fator XPTO: Apaixonado pelo mundo do vinho e a natureza que o rodeia!

Luís Pedro Cândido da Silva: A primeira vindima foi em 2003 na Quinta da Brunheda, no Tua, tinha 15 anos e fui deixado pelo meu Pai sem prévio aviso, quase por castigo. Passados uns dias ele voltou, com o intuito de me vir buscar, mas eu não quis ir embora, e lembro-me de pensar “Porra, se isto é trabalho, eu quero fazer isto pra sempre!”.

10 anos depois, em 2013, fiz o primeiro estágio no Douro, na Quinta de Nápoles da Niepoort, depois de ter concluído o mestrado de enologia em Tarragona. Essa vindima fez-me perceber a importância de viajar e trabalhar com diferentes pessoas, diferentes filosofias, e desformatar a mente depois dos anos de Universidade. E assim foi: comecei por um estágio na Nova Zelândia em 2014, e depois, com passagens obrigatórias por Portugal, fui até Champagne, Mosel, África do Sul e Estados Unidos, até que no final de 2015 assumi comando da Quinta da Carolina, propriedade da minha família, com 2 hectares de vinha velha e 2 de Olival.

Trabalhamos a vinha e o olival em modo de produção biológico desde 2016, e desde 2019 vamos aplicando algum do conhecimento biodinâmico na vinha. A responsabilidade de continuar um projeto existente desde 1999 e não tentá-lo mudar drasticamente fez-me criar as minhas próprias marcas. Em 2016 o Primata, em 2017 o Xisto Amarelo, o El3mento (em parceria com o Carmelo Santana) e o Rabi (em parceria com o Daniel Niepoort). Mais tarde, em 2019, o Xis. Todos os vinhos vêm de parcelas distintas e de aí terem um caráter bastante diferente. São o reflexo da maneira como penso que os vinhos devem ser feitos, sem fundamentalismos, com uma base sólida na confiança dos viticultores com quem trabalho, preservando a natureza e o minimalismo dentro da adega. 

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