Quinta da Costa do Pinhão

Portugal

Douro

Pinhão

Miguel Morais

Fator XPTO: Engenheiro? Professor? Sim, mas principalmente um agricultor tolo que se apaixonou pela terra. Um humilde intérprete dessa terra.

Miguel Morais em discurso direto: “A Quinta da Costa é uma herança de um dia frio de nevoeiro. Um dia que exprimia o que ia dentro de mim quando olhava para a vinha e as casas degradadas em meu redor. Não sabia nada de nada de viticultura ou enologia, sabia que tinha uma tarefa hercúlea pela frente e então só pensava: em que me fui eu meter?

Desde esse dia, eu e a Costa temos crescido muito, vivido muito, aprendido e errado juntos. Na nossa primeira colheita todas as uvas (com excepção das castas brancas e do Mourisco) foram colhidas para entregar a outros, para fazer Vinho do Porto. Algo não caiu bem em mim. Este não era o melhor caminho para mim ou para a Costa.

Fiz algumas experiências de vinificação muito rudimentares que me permitiram testar principalmente o meu potencial e apetência como vigneron. Algo nasceu nesse dia. Os anos passaram e a paixão cresceu. Eu era agora capaz de identificar algumas castas, definir tratamentos e conhecer os limites da propriedade. Fiz alguns vinhos em adegas de amigos e olha! a malta até gostou.

Em 2013 decidi reconstruir a adega. Em 2014 foi a minha primeira vindima à séria, ainda a acabar as obras quando as uvas começavam a entrar. Muita aprendizagem, muito trabalho, mas também momentos de pausa, contemplação, reflexão. Estar no momento, aprender sobre a simplicidade.

Fazer vinhos na Costa fez-me entender melhor o local. Respeitar a terra, as plantas, os animais. Cortar nos químicos e deixar a energia telúrica única deste sítio florescer e transbordar para os vinhos e para quem nos visita.

Os vinhos procuram simplesmente… respeitar o local que os meus avós, num misto de sorte e engenho, escolheram.”

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